domingo, 29 de janeiro de 2012

Base Educação

dBase

A presidente do INEP INAPTO pediu demissão. A SEEDUC do Rio de Janeiro está municipalizando as escolas e acabando com aquelas de horário integral, no entanto o MEC libera R$ 37 mil reais para aumentar a carga horária dos professores que DESEJAREM atuar nas escolas de horário integral, e diz que as escolas que QUISEREM tal verba devem se manifestar, MAS de antemão publica a lista das escolas que terão a verba.

O ex-ministro da Educação – que a ela nunca deu BASE – FERNANDO HADDAD – agora é candidato a prefeitura de São Paulo – pobre rica cidade que terá como candidato o ministro da bagunça que tem sido o ENEM durante todos esses anos, desde o tempo em que os alunos não eram obrigados a fazê-lo, até o dia em que ele – o exame -  foi enfiado goela adentro dos estudantes brasileiros.

A GIDE – Gestão Integrada da Escola - é um sistema que quer transformar escolas públicas em empresas, massacrando as relações humanas e sucateando o que toda escola deveria ter como matéria – prima – a Educação. De integração a GIDE nada tem. As DIRETORIAS REGIONAIS estão inchadas de pessoas concursadas na ignorância em lidar com o ser HUMANO, a saber, as guerreiras e guerreiros, mágicos-diretores e diretoras das escolas do Estado do Rio de Janeiro.

Grande parte das escolas – como as escolas das Serranas I e II – estão sem material humano e recursos didáticos e pedagógicos para trabalhar.  O Programa CONEXÃO não otimizou – palavra chiclete dos novos concursados das regionais e da SEEDUC - a vida do pessoal de apoio das secretarias; é lento, lacunar e a turma do suporte parece desconhecer a sua própria cria.

Nos colégios estaduais, os diretores e diretoras DESANIMADOS devido à incompetência do setor PEDAGÓGICO das DIRETORIAS REGIONAIS que não dá conta das reivindicações para lá de procedentes dos diretores e diretoras, escolhe como método resolutivo a burocracia, o distanciamento e palavras pouco elegantes para lidar com estes mesmos incansáveis diretores e diretoras. Tudo isso expedido através de verbalizações orais e escritas.

A Educação brasileira está doente.

E nas universidades?

Até quando o número de vagas superior ao número de candidatos – uma vitória – mascarará a EDUCAÇÃO BÁSICA - SEM BASE - DE QUALIDADE e as universidades públicas brasileiras inchadas de alunos SEM BASE, apontando para o futuro de um Brasil profissionalmente fracassado?

Depois de um longo tempo boiando no ostracismo classista e intelectual, sempre contrastando com o número imenso de jovens fora das escolas, roubando, mendigando, assaltando, matando... o governo resolveu sacudir o material humano das universidades, a fim de popularizá-la, ao mesmo tempo que a privatizava.

Aos poucos, documentos, como históricos escolares, diplomas, declarações – sem qualquer ônus até os meados dos anos de 1990 – começaram a ser cobrados. Logo depois vieram os cursos de PÓS-GRADUAÇÃO LATO-SENSU e os famigerados MBA.

As universidades públicas sempre foram vistas como centros de excelência, mas apenas para os escolhidos e muitos soberbos professores e alunos que fizeram dela um centro do saber afetado, uma verdadeira ODE AO BURGUÊS*.

A popularidade de haver, de modo geral, mais vagas do que candidatos, nunca apontará para a incapacidade de intelectuais gestar a sua própria incompetência para lidar com o material humano. O Brasil não precisa de 2 ENEM's porque estão sobrando vagas, o Brasil precisa de base - de Educação Básica de Qualidade.

Está escrito. Então, que se cumpra.

* Salve Mário de Andrade

Mônica Rosa é pesquisadora e à  favor dBase  para a Educação.


Nenhum comentário:

Postar um comentário