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Soul. Blues, Jazz. Ela era Elizabeth, tinha nome de rainha, mas preferiu ser Diva - Whitney Elizabeth Houston. Como tantas celebridades, Whitney há muitos anos já perdera a identidade de garota criada em New Jersey, sob o doutrinamento da igreja Batista. Sua voz que antes embalava e adoçava o coral gospel, em pouco tempo, encantaria o mundo, a mídia e os outros. Sartre dizia que “o inferno são os outros", e com Whitney não seria diferente.
Como uma tarântula que muda de pele na fase adulta, Whitney despiu-se da menina que cantava no coro da igreja para ser Whitney Houston, uma das vozes mais bonitas de todos os tempos; a artista feminina norte-americana que mais sucesso fez e que mais prêmios ganhou, segundo o Guinness World Records, pelo seu talento e voz inigualáveis. Sucesso e prestígio trouxeram também invasões à sua privacidade, especulações à sua vida afetiva e os velhos e malditos paparazzi.
Whitney largara a velha infância e definitivamente a mídia nunca mais a deixaria em paz, ou como ela quis, ela mesma nunca mais a deixaria em paz, sendo, ela mesma, a sua melhor amiga e a sua pior inimiga. O sucesso dos anos de 1980 e de 1990 não se confirmaria nos anos 2000, segundo a “mídia-index”. Whitney começara a perceber que fama e paz eram palavras antitéticas, e que ela precisava optar por uma delas.
Tentando voltar-se para as suas raízes, foi a Israel, orou, mostrou suas dores e feridas a Deus e a si mesma, mas a mídia, que não é afoita a reservas e discrições, roubaria mais esta cena de sua vida. Mais tarde, viria o veredicto: a mídia rasgara as suas vestes e veias, chicoteando-a no íntimo de suas angústias, dores e fraquezas. Mas Deus, como uma linda flor, a colheria. Voltou para casa, está agora em Seus braços, imersa como nas águas do Rio Jordão...
I look to you, Whitney...
I pray for you...
I cry for you…
I miss you…Mônica Rosa dBase
http://www.youtube.com/watch?v=5Pze_mdbO