terça-feira, 31 de janeiro de 2012
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Alunos de aluguel
dBase
Os programas do governo federal - FIES - Programa de Financiamento Estudantil e PROUNI - Programa Universidade para todos - de apoio ao estudante, bem como o Sistema de Seleção Unificada - SISU - são como certas empresas que alugam purficadores de água. O tempo todo que você estende a mão para matar a sua sede, alguma coisa lhe diz - esta água não é tão sua quanto você pensa... Dessa forma, a sua sede também pode não ser tão digna o quanto você se propõe a achar...
Não entimidado pela soberba máquina - mas já dominado pela humilhação de ter alugado um bem NATURAL - você até ensaia uma revolta, ameaça dar umas porradas naquela maquininha, mas - a tempo - lembra-se da lei Maria da Penha. Engole o resto de água que há no copo, puxa um mantra e volta para cama.
Incentivar o Ensino Superior - FIES - ou garantir uma vaga em universidade particular para aquele que assim a desejar, não qualifica o estudante por estar matriculado no ensino superior, apesar de muitas empresas, hoje, ainda trabalharem com a ideia de que basta estar matriculado neste ou naquele curso para conseguir determinada promoção na empresa. Este tipo de pensamento é pequeno, e não estimula o empreendedorismo, como muitos pensam, antes, desmerece aquele que mesmo sem curso superior entende - e muitas vezes, muito melhor - o e do assunto.
As faculdades privadas - exceto um número bem reduzido em todo o país - são rebocos de mais terra do que cimento. Falta a liga para a viga de sustentação, falta a BASE, a lage, o parâmetro de incidência e reflexão. Não se valoriza o ensino superior empurrando jovens carentes - em todos os sentidos - para as faculdades particulares. Incentivar e valorizar tem a ver com BASE, a velha e boa EDUCAÇÃO BÁSICA DE QUALIDADE, de uso tão clichezado e chicletado pelos ministérios e secretarias de educação.
Programas como o PROUNI e o FIES não podem ser vistos de forma isolada, ou seja, como soluções para o fracasso escolar da EDUCAÇÃO BÁSICA, até mesmo porque é importante que os alunos estejam mais próximos a oportunidades que os impulsionem a novas possibilidades e buscas, no entanto é curioso que a abrangência social de tais programas ganhe força, se confirme a partir de um demérito educacional. A questão é que a figura de linguagem apresentada aqui como solução não é uma simples antítese, mas um metonímia e, por extensão, um paradoxo.
Programas como o PROUNI e o FIES não podem ser vistos de forma isolada, ou seja, como soluções para o fracasso escolar da EDUCAÇÃO BÁSICA, até mesmo porque é importante que os alunos estejam mais próximos a oportunidades que os impulsionem a novas possibilidades e buscas, no entanto é curioso que a abrangência social de tais programas ganhe força, se confirme a partir de um demérito educacional. A questão é que a figura de linguagem apresentada aqui como solução não é uma simples antítese, mas um metonímia e, por extensão, um paradoxo.
Não se cria fundos de investimentos sem valorizar o maior bem que toda criança da Educação infantil, do Ensino fundamental I e II ou do Ensino Médio pode ter - o seu professor, a sua professora. Se todo bom começo tem um bom professor, como quer a canção do Ministério da Educação, seria, no minimo, coerente que todo bom professor tivesse um bom começo.
Educação só dBase.
Mônica Rosa é pesquisadora dBase
domingo, 29 de janeiro de 2012
Base Educação
dBase
A presidente do INEP INAPTO pediu demissão. A SEEDUC do Rio de Janeiro está municipalizando as escolas e acabando com aquelas de horário integral, no entanto o MEC libera R$ 37 mil reais para aumentar a carga horária dos professores que DESEJAREM atuar nas escolas de horário integral, e diz que as escolas que QUISEREM tal verba devem se manifestar, MAS de antemão publica a lista das escolas que terão a verba.
A presidente do INEP INAPTO pediu demissão. A SEEDUC do Rio de Janeiro está municipalizando as escolas e acabando com aquelas de horário integral, no entanto o MEC libera R$ 37 mil reais para aumentar a carga horária dos professores que DESEJAREM atuar nas escolas de horário integral, e diz que as escolas que QUISEREM tal verba devem se manifestar, MAS de antemão publica a lista das escolas que terão a verba.
O ex-ministro da Educação – que a ela nunca deu BASE – FERNANDO HADDAD – agora é candidato a prefeitura de São Paulo – pobre rica cidade que terá como candidato o ministro da bagunça que tem sido o ENEM durante todos esses anos, desde o tempo em que os alunos não eram obrigados a fazê-lo, até o dia em que ele – o exame - foi enfiado goela adentro dos estudantes brasileiros.
A GIDE – Gestão Integrada da Escola - é um sistema que quer transformar escolas públicas em empresas, massacrando as relações humanas e sucateando o que toda escola deveria ter como matéria – prima – a Educação. De integração a GIDE nada tem. As DIRETORIAS REGIONAIS estão inchadas de pessoas concursadas na ignorância em lidar com o ser HUMANO, a saber, as guerreiras e guerreiros, mágicos-diretores e diretoras das escolas do Estado do Rio de Janeiro.
Grande parte das escolas – como as escolas das Serranas I e II – estão sem material humano e recursos didáticos e pedagógicos para trabalhar. O Programa CONEXÃO não otimizou – palavra chiclete dos novos concursados das regionais e da SEEDUC - a vida do pessoal de apoio das secretarias; é lento, lacunar e a turma do suporte parece desconhecer a sua própria cria.
Nos colégios estaduais, os diretores e diretoras DESANIMADOS devido à incompetência do setor PEDAGÓGICO das DIRETORIAS REGIONAIS que não dá conta das reivindicações para lá de procedentes dos diretores e diretoras, escolhe como método resolutivo a burocracia, o distanciamento e palavras pouco elegantes para lidar com estes mesmos incansáveis diretores e diretoras. Tudo isso expedido através de verbalizações orais e escritas.
A Educação brasileira está doente.
E nas universidades?
Até quando o número de vagas superior ao número de candidatos – uma vitória – mascarará a EDUCAÇÃO BÁSICA - SEM BASE - DE QUALIDADE e as universidades públicas brasileiras inchadas de alunos SEM BASE, apontando para o futuro de um Brasil profissionalmente fracassado?
Depois de um longo tempo boiando no ostracismo classista e intelectual, sempre contrastando com o número imenso de jovens fora das escolas, roubando, mendigando, assaltando, matando... o governo resolveu sacudir o material humano das universidades, a fim de popularizá-la, ao mesmo tempo que a privatizava.
Aos poucos, documentos, como históricos escolares, diplomas, declarações – sem qualquer ônus até os meados dos anos de 1990 – começaram a ser cobrados. Logo depois vieram os cursos de PÓS-GRADUAÇÃO LATO-SENSU e os famigerados MBA.
As universidades públicas sempre foram vistas como centros de excelência, mas apenas para os escolhidos e muitos soberbos professores e alunos que fizeram dela um centro do saber afetado, uma verdadeira ODE AO BURGUÊS*.
A popularidade de haver, de modo geral, mais vagas do que candidatos, nunca apontará para a incapacidade de intelectuais gestar a sua própria incompetência para lidar com o material humano. O Brasil não precisa de 2 ENEM's porque estão sobrando vagas, o Brasil precisa de base - de Educação Básica de Qualidade.
Está escrito. Então, que se cumpra.
* Salve Mário de Andrade
Mônica Rosa é pesquisadora e à favor dBase para a Educação.
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